terça-feira, 8 de maio de 2012

Orgulho e Preconceito, por Jane Austen

 

Comentário da SerenityHime:

A primeira vez que ouvi falar em Orgulho e Preconceito foi há muitos anos, acho que uns sete ou oito, no filme Mensagem Para Você.

Adoro até hoje esse filme e a maneira como a história se desenvolve e todo o romance… Mas enfim… Se você viu o filme, deve se lembrar que Kathleen (Meg Ryan) recomenda a seu amigo misterioso o livro Orgulho e Preconceito, dizendo coisas maravilhosas sobre a história e sobre como não se cansava de lê-la.

Depois de assistir ao filme pela enésima vez, decidi ver sobre que diabos se tratava esse livro. Comprei-o e devorei-o. A história me encantou tanto que o li mais duas vezes depois disso (não em seguida) e ainda tenho vontade de lê-lo mais uma vez. É impossível não se apaixonar pela história! Agora vamos a mais uma resenha da DeeDee! /o/

 

“É uma verdade universalmente conhecida que um homem solteiro, possuidor de uma boa fortuna, deve estar necessitado de uma esposa.”

 

Pride and Prejudice, também conhecido como Orgulho e Preconceito ou “aquele com as irmãs Bennet”, é mais um doa maravilhosos romances da Jane Austen – e um daqueles romances nos dois sentidos da palavra, como “texto literário de tamanho avantajado” e “historinha de amor”. É claro que é simplista dizer que qualquer coisa escrita pela deusa Austen é uma historinha de amor. Essa é a beleza do que ela escreve: traz sempre uma faceta de crítica social – ou simples demonstração de costumes da época, para os que acham que dizer “crítica social” é muito agressivo. E este livro apresenta a relação entre orgulho e preconceito, inicialmente personalizados em Elizabeth Bennet e Fitzwilliam Darcy, porém com uma leve inversão no decorrer da narrativa.

 

Sra. Bennet é a mãe de cinco garotas e seu objetivo de vida é casar todas, não importa com quem (embora bons partidos sejam preferíveis). A chegada do Sr. Bingley – 5 mil libras ao ano, solteiro – no condado onde vivem certamente deixa a senhora excitadíssima com a idéia de casá-lo com uma das cinco. Começa-se o jogo social promovido pela mãe para juntar o Sr. Bingley com Jane, sua filha mais velha. Porém, mal contava ela com o maligno Sr. Darcy, que dissuade o amigo de qualquer relacionamento amoroso com Jane devido à baixa classe social da família, à mãe que parece desesperada em casar as filhas para melhorar tal classe (oh ironia!) e sua crença de que Jane não se importa realmente com o amigo, e sim apenas com o que um casamento como esse lhe proporcionaria.

 

Mas eis que Sr. Darcy se vê perdidamente apaixonado por Elizabeth Bennet! A moça, no entanto, não quer ver o cavalheiro nem pintado de ouro montado num pegasus voador tomando champagne e balançando um sabre de luz (nota: imagem de minha autoria), já que o considera demasiado preconceituoso e o vê como o destruidor da felicidade de sua irmã, uma vez que sabe o que ele falou ao Sr. Bingley em relação ao casamento com Jane.

 

Não bastassem as intrigas amorosas de duas Bennet, eis que a caçula foge para casar com George Wickham, um militar meia boca de grande inimizade com o Sr. Darcy! Discórdia! Quatro filhas solteiras e uma desgraçada por ter morado com um homem antes do casamento! Melhor que a novela das oito!

 

É claro que não se pode esperar muita ação em um romance, particularmente quando ele vem do século XIX, mas emoções é o que não faltam neste livro da tia Austen. Particularmente indicado para quem gosta de ler romances de época e rir dos costumes antigos. Assinatura Dri

 

 

Orgulho e Preconceito

Pride and Prejudice

Jane Austen

Landmark (Ed. Bilíngue) / Best Seller

Páginas: 400 / 303

Tradução: Marcella Furtado / Enrico Corvisieri

ISBN: 978-85-8070-019-1 / 85-7123-615-1